terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Breve História do Linux
Para entender direito o Linux, primeiro é preciso entender o que é SOFTWARE
LIVRE. O conceito ás vezes é entendido como SOFTWARE GRÁTIS. Não são
a mesma coisa. ‘Software livre’ se refere à liberdade dos usuários executarem,
copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Os
requisitos para um software ser reconhecido pela comunidade como SOFTWARE
LIVRE, são :
1) A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito;
2) A liberdade de estudar como o programa
funciona e adaptá-lo as suas
necessidades. Aceso ao código-fonte
é um pré-requisito para esta liberdade.
3) A liberdade de redistribuir cópias
de modo que você possa ajudar ao
seu próximo.
4) A liberdade de aperfeiçoar o
programa e liberar os seus aperfeiçoamentos,
de modo que toda a comunidade se beneficie. Acesso ao código-fonte é um
pré-requisito para esta liberdade.
Isto quer dizer que o programa classificado como
‘software livre’ tanto pode ser encontrado de graça,
como pode ser encontrado a venda. Mas o que
ganha a empresa que ‘vende’ um programa que
pode ser encontrado de graça? Qual é o atrativo
para o usuário final em um programa que ele pode
baixar de graça ou receber de brinde em uma revista?
Um grande número de usuários, o suficiente para dar
lucro e manter a empresa funcionando, vai preferir comprar o programa, no lugar
de baixá-lo da Internet ou como brinde de revista. Isto ocorre por que as empresas
que comercializam softwares livres, além de tornar seus produtos mais atraentes
(embalagem), fornecem todos os manuais necessários a instalação, configuração
e uso do programa, além de suporte técnico por fax, E-Mail, telefone e
chat. Estes atrativos fazem com que empresas optem por adquirir uma cópia do
software, no lugar de baixá-lo de algum site.
Um exemplo nacional é a empresa Conectiva (www.conectiva.com.br) que possui uma
distribuição Linux om o mesmo nome. Você pode baixar do site da empresa e de
outros espalhados pela Internet, qualquer uma das últimas versões do Linux
Conectiva, incluindo seus manuais em formato PDF. Mas devido a comodidade
(nem todos possuem conexão banda larga), facilidade de leitura de um manual
impresso (nem todos vão se meter a imprimir 600 páginas em suas jato de tinta)
e suporte técnico em caso de dúvidas, muita gente prefere pagar pelo programa.
Esta é a filosofia do software livre. Vende quem quer. Compra quem quer. distribuir
quem quiser. Modifica quem souber. Todo software livre permite que o
código fonte também seja baixado.
Softwares proprietários como os da Microsoft, são chamados de ‘caixa preta’,
pois ninguém sabe se o programa faz só o que se espera dele. Há indícios de que
o Windows XP envie para a Microsoft as palavras que você usa quando faz uma
pesquisa (Iniciar -> Pesquisar). Mesmo que seja local. Esta comunicação com
a Microsoft ocorre independente da sua vontade, sem o seu conhecimento e
muito menos consentimento.
Voltando a explicação sobre o que é o Linux, precisamos
saber que antes do Linux, existia (e existe até hoje)
o projeto GNU. O projeto GNU, sob a liderança do
polêmico Richard Stallman, queria (e ainda quer) criar
um sistema operacional compatível com o UNIX mastotalmente livre. Só que eles começaram a escrever primeiro
os aplicativos e bibliotecas e deixaram o kernel por
último. Além do GNU, haviam muitos outros softwares
livres, feitos por outros autores e organizações, como o
X, TeX, aplicativos BSD, Sendmail, Apache, Ghostscript
e muitos outros. Todos esses programas eram bons,
confiáveis e muito usados, mas que estavam espalhados,
sem um núcleo (literalmente) que pudesse reuni-los e
formar um sistema operacional completo. Foi aí que nos
idos de 1991, o estudante Linus Torvalds da cidade de
Helsinki (Finlândia), estava insatisfeito com o DOS/
Windows mas não tinha dinheiro para comprar uma estação Unix. Assim, ele
simplesmente resolveu escrever um sistema operacional decente para o 386 dele,
e começou a escrever um kernel (cerne, em português) , que é a parte fundamental
de um sistema operacional.
No início, esse kernel se baseava no Minix (versão simples para fins educacionais
do UNIX), e precisava do Minix para ser rodado. Mas ajudados por alguns poucos
no começo, e por um verdadeiro exército de voluntários atualmente, ele conseguiu
criar um kernel próprio, sem ser baseado nos demais Unix (no sentido de
que não existe nenhuma linha em comum no código fonte), que é estável, rápido
e poderoso.
Atualmente, Linus Torvalds continua trabalhando no Linux e conta com o auxílio
de programadores e hackers do mundo todo.
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